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O Baixo Sul e sua riqueza cultural – IDES

O Baixo Sul e sua riqueza cultural

O Baixo Sul e sua riqueza cultural

O Baixo Sul e sua riqueza cultural

A região litorânea do Baixo Sul da Bahia foi das primeiras a serem ocupadas no Brasil colônia. Por volta de 1530, portugueses desembarcaram na ilha de Tinharé, nas cercanias do Morro de São Paulo. Em 1535 já existia a vila de Cairu, hoje município arquipélago. E em 1565, a vila de Boipeba também nascia. Índios Aimorés e Tupinambás habitavam a região e durante décadas, em tática de guerrilha, lutaram contra os colonizadores. Em seguida, chegaram os africanos, cuja cultura fundiu-se com as outras já presentes. As três correntes humanas possuíam complexidades culturais próprias. A interação entre elas deu origem a uma nova etnia, de predominância negro-mestiça, a cultura afro-brasileira, que usa um mesmo idioma, mas expressa uma rica diversidade cultural.
A região foi desde os primórdios produtiva, permitindo o abastecimento de alimentos e matérias-primas para Salvador, a primeira capital que crescia rapidamente do outro lado da Baía. Do Baixo Sul eram comercializados mandioca, dendê, palmito, piaçava, côco, cravo-da-índia, canela, guaraná. Como o transporte era todo feito por mar, o isolamento das comunidades enriqueceu traços peculiares e estratégias de sobrevivência originais.
Hoje, na região, existe um grande conjunto de comunidades tradicionais, fortemente vinculadas aos sistemas naturais para a reprodução de suas vidas cotidianas. Dessas comunidades brota uma cultura rica e colorida, que manifesta a maneira de ser, sentir e fazer de cada povo. Congos, taeiras, dondoca, alardo, zambiapunga, chegança, Terno de Reis, bumba-meu-boi, Marujada e barquinha são representações ainda muito vivas e espontâneas. O artesanato, a culinária, a religiosidade, a pesca e a construção naval também são reflexos desse passado, tão presente e de fundamento para o futuro.

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